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terça-feira, 15 de abril de 2014

Accountability?

Muitas pessoas pensam que sabem o que significa accountability ou ownership ou "dor de dono".
Temos ouvido essas palavras muitas vezes e nas mais diversas ocasiões. As demandas por accountability são muitas. Mas o que realmente significa ser accountable? Que as pessoas assumam mais responsabilidades? Que as pessoas precisam ter mais autoridade para tomar decisões? Que as decisões sejam mais rápidas? Ou que talvez necessitemos de accountability para sermos mais rígidos (para podermos demitir quem não desempenha como desejamos).

Parece não haver consenso sobre o que isso significa accoutability. E de fato não há uma definição do conceito que, frequentemente é confundido com "Responsibility" - responsabilidade - e visa um desejo não revelado de ter mais um argumento para ou premiar pelas conquistas ou punir pelas falhas.

Para mim, accountability é a habilidade de "dar conta das próprias ações". Uma pessoa accountable é aquela que assume um determinado projeto como se fosse seu, e para isso tem um compromisso primeiro consigo e depois com os demais.

Mais ou menos como um pai que leva um amigo do filho para passar juntos um fim de semana. Ele é responsável pelas ações do amiguinho e do seu filho, mas ao terminar o fim de semana devolve o amiguinho com suas ações mas continua assumindo as ações de seu filho.


O que é preciso fazer para que haja accountability? Creio que são necessárias algumas condições:

1. Estabelecer objetivos claros: os objetivos devem ser quantificaveis, definidos, documentados e comunicados. Uma forma simples de pensar sobre o tema é usar as siglas SMART (específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e definidos no tempo). Porém, onde quase sempre falhamos é em documentar e comunicar.

2. Garantir que a pessoa tenha recursos adequados e autoridade para saber usá-los:  devem ser disponíveis recursos (financeiros, técnicos e humanos) bem como controle e capacidade de influência. É um absurdo que um gestor demande uma ação de um subordinado e, ao mesmo tempo, não permita que o subordinado realize as ações. Com mais frequência até do que pensamos os gestores fazem isso de uma maneira inconsciente.

Esperar que um subordinado:

  1. Obtenha serviços com um budget inadequado.
  2. Introduza novas tecnologias sem suporte de TI
  3. Gerencie pessoas sem ter tido treinamento ou suporte
  4. Melhore a eficiência sem ter acesso a dados ou métricas
  5. Assuma a frente de um projeto enquanto é "micromanaged"


O subordinado pode fisicamente completar o trabalho, mas se o gestor controla as decisões e recursos o gestor é ainda o "accountable".

Falando de outra maneira, quando é o gestor quem puxa as cordas, não se pode reclamar que a marionete não desempenhe bem.

Para ter "accountability" num projeto deve-se assegurar que:

  1. Haja recursos adequados (financeiros, técnicos e humanos) para a realização do trabalho
  2. Haja competência (conhecimentos e habilidades) para desempenhar no trabalho
  3. Haja autoridade para tomar decisões e usar os recursos.
  4. Haja acesso aos stakeholders, clientes e tomadores de decisão.
  5. Haja atitude para executar SUAS PRÓPRIAS ideias e métodos. Aqui reside um dos pontos mais complicados e talvez controversos. Estou disposto a aceitar que os subordinados desempenhem da forma que ELES DESEJAREM para chegar aos resultados mutuamente acordados?


3. As consequências devem estar claramente definidas: o que é considerado sucesso ou fracasso devem ser estabelecidos, documentados e comunicados (os deliverables)

Em resumo, definir as expectativas e garantir a autoridade é a chave para estabelecer a "accountability". Entretanto, não se deve esquecer a ultima chave: as consequências. Uma das tarefas mais difíceis de um gestor é acompanhar o desenvolvimento do projeto para evitar o fracasso e, ao mesmo tempo, desenvolver o subordinado que realiza a tarefa. Para que um subordinado possa ser accountable precisa aprender a cuidar de tudo sozinho. E o papel do gestor será o de educar esse subordinado dando suporte, conhecimento e orientando-o nesse papel. 

Carlos Racca é professor de Operações e diretor da área acadêmica do ISE Business School  
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Copa do Mundo Embola o Meio de Campo nas Empresas


Por: Eliane Sobral – jornalista e responsável pela comunicação do ISE Business School

Faltam ainda quatro meses para a bola rolar nos gramados brasileiros, mas a turma do
notebook está pensando em sua própria estratégia de jogo já há bastante tempo. Se Copa
do Mundo lá fora significa liberar os funcionários em dia de jogo do Brasil, realizar o
evento na nossa própria casa significa trabalhar com um calendário com vários, muitos
dias a menos entre 12 de junho e 13 de julho.

O primeiro departamento a "partir para o ataque", sem dúvidas, foi o de Recursos Humanos
com uma escala totalmente nova de dias a compensar e dias a folgar. Mas não é
só. As equipes de vendas também se debruçam sobre um quebra cabeças muito mais
complexo e cujas peças podem ter as cores verde e amarela ou as da bandeira de
clientes internacionais. Afinal, que representante comercial vai agendar visita a um
executivo espanhol ou holandês em pleno 13 de junho (dia em que as duas seleções se
enfrentam na estreia do mundial)? Seria uma afronta tão grave quanto marcar reunião
com um americano em pleno dia de Super Bowl.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E 2014?

Abrimos o ano da “Copa das Copas” com o seguinte cenário: expectativa de inflação para 2014 de aproximadamente 6%, novamente longe dos 4,5% esquizofrenicamente prometidos; inflação de serviços perto de 8%, mostrando uma demanda aquecida que não pode ser suprida através de importações sendo, portanto, um tipo de inflação muito mais difícil de ser domada; superávit primário do governo central de R$ 75 bilhões (acima da meta de R$ 73 bilhões) graças a receitas extraordinárias que não devem se repetir nesse ano; taxa básica de juros em ascensão para conter as expectativas de inflação dos agentes econômicos; e, para fechar com chave-de-ouro, crescimento do PIB na casa dos 2%.

Levanto abaixo alguns pontos que acho que deveriam ficar no radar durante esse ano, além de pincelar algumas projeções econômicas pelo caminho:

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

NUTRIERAS: INSPIRAÇÃO PARA O CRESCIMENTO DAS MARCAS

O campus do ISE Business School recebeu cerca de 24 pessoas no último dia 14 de outubro para a palestra “Nutrieras: inspiração para o crescimento das marcas”, do publicitário Gustavo Entrala. CEO da agência espanhola 101, entre os cases de maior destaque em seu portfólio está a criação da conta @Pontifex, o Twitter oficial do Papa Bento XVI.

Com os ingredientes contemporâneos, recessão, sustentabilidade e tecnologia, o especialista conduziu os participantes pelo caminho digital, que transformou o padrão de consumo em todo o mundo, e como este novo caminho pode auxiliar na criação de novas linhas de negócios para as empresas e mais valor para suas marcas.

Veja aqui quais os são os 7 contextos que, na opinião de Gustavo Entrala, podem potencializar os resultados dos negócios: 
  
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

NOVA SEDE DO ISE BUSINESS SCHOOL CHEGA A DOIS ANOS DE VIDA





O ISE Business School está comemorando os dois anos de sua nova sede. Pelos 11.500 metros quadrados, distribuídos em 14 andares, circulam diariamente cerca de 160 pessoas – entre funcionários, alunos e professores.

Felipe Arruga, administrador do campus, afirma que o edifício é dotado de algumas funcionalidades que visam o uso racional de água e energia - como o sistema de ar condicionado, que funciona à gás, e o sistema de captação de águas pluviais.

A cozinha do ISE é um capítulo à parte. De acordo com Felipe, é possível servir várias refeições simultaneamente. O salão multiuso acomoda 60 pessoas em sistema de Buffet. Já o restaurante do segundo piso, acomoda 48 pessoas, e há ainda o espaço VIP que recebe até 30 convidados.  











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terça-feira, 26 de março de 2013

Liberdade para quê?


Por Prof. Marcos CiteliDiretor Acadêmico do Executive MBA-Brasil/IESE-ISEConsultor de Empresas

Não restam dúvidas de que melhoramos muito nossa capacidade de escolher, isto é, cada vez temos mais opções a nosso dispor, o que nos leva a pensar que cada vez mais aumentamos nossa liberdade. Isto se deve ao fato de olharmos a questão apenas pelo lado da ausência de restrições.


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